O empresário Gil Porto Neto, 32 anos, foi assassinado por uma questão profissional, mas até o momento ninguém foi preso. Quarenta e oito dias depois da morte, uma missa foi celebrada e a família espalhou outdoors pela cidade pedindo por justiça e agilidade na investigação

Morto a tiros dentro de sua BMW, em maio, em Feira de Santana, a 108 quilômetros de Salvador, o empresário Gil Porto Neto, 32 anos,  proprietário da GP Imobiliária, foi assassinado por uma questão profissional, segundo o delegado Ricardo Esteves, coordenador regional da Polícia Civil em Feira de Santana.

“A motivação foi a profissão dele. Tinha a ver com terrenos. Já estamos bastante avançados na investigação”, afirmou o delegado, sem entrar em detalhes, nem informar se os autores já foram identificados ou o prazo para a conclusão do inquérito.

No dia 21 de maio, Gil dirigia seu carro no Largo do São Francisco, no bairro Kalilândia, quando foi abordado por dois homens em uma moto. A vítima foi atingida por sete tiros e ainda perdeu o controle do carro, que bateu no muro de uma casa.

Na noite desta quarta (9), amigos e familiares do empresário fizeram uma  missa na Igreja da Matriz, em sua homenagem e cobrando a resolução do crime. “O que a gente pede é que a justiça seja feita, porque o que mais revolta é a forma como aconteceu. Se fosse uma pessoa com uma vida desregulada, mas ele batalhou para chegar onde chegou”, desabafou a irmã de Gil, Mariana Falcão.