As florestas urbanas, se inseridas no planejamento dos municípios, significam mais uma ferramenta de combate às mudanças climáticas. Para tornar isso real, a Prefeitura de Ilhéus, através da Superintendência do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE) e a ONG Floresta Viva, iniciou na manhã desta quarta-feira (10), o plantio de 40 mudas de árvores, na Praça das Árvores, no bairro Jardim Savóia. A iniciativa potencializa as ações do poder público para atingir a meta de plantar mil mudas de espécies nativas e certificadas da Mata Atlântica.

A ação desta manhã contou com o apoio da Associação de Moradores da Avenida José Luís da Fonseca e Adjacências (AMA). Na visão de Luciana Paullete, presidente da associação, as árvores nas cidades sempre foram queridas pela população por embelezar os espaços públicos. “No entanto, elas contribuem de maneira muito mais ampla, com impacto na sustentabilidade econômica, social e ambiental das cidades. Estamos engajados não apenas em ajudar a plantar, mas em adotar e conservar estas espécies”, declarou.

Florestas urbanas – De acordo com a superintendente municipal do Meio Ambiente, Joélia Sampaio, as cidades brasileiras vêm acompanhando a tendência mundial de priorizar o cuidado com as florestas urbanas. “Iniciamos o plantio no bairro Savóia, mas já temos um cronograma para a cidade, e para isso precisaremos contar com o apoio da comunidade. Recentemente, firmamos um convênio com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), para iniciar um diagnóstico arbóreo das espécies em Ilhéus”, ressaltou.

O Ministério Público é o grande responsável pela captação dos recursos oriundos de infrações ao meio ambiente, urbanismo, consumidor e idoso, que acontecem na comarca de Ilhéus. Por sua vez, o promotor de justiça, Paulo Sampaio, lembrou que o Município, através da Superintendência do Meio Ambiente, apresentou um projeto de arborização ao gestor da conta do fundo municipal de recuperação das áreas verdes, que é o Rotary Clube, e aqui está o resultado desse movimento de cidadania”.

A ONG Floresta Viva se incumbiu de preparar os viveiros com as espécies nativas do bioma Mata Atlântica. Segundo o professor Rui Rocha, “esse é um movimento para cuidar e povoar a cidade com as árvores. Porém, a artificialidade e a falta de conexão com a natureza que muitas cidades apresentam, estão relacionadas diretamente a diversos problemas de saúde da população. Entre as mil árvores da nossa flora, estão o pau-brasil, jacarandá, sibipiruna, ipês, algodão de praia, amescla, jaboticaba, entre outros”, explicou.

Engajamento – O cidadão poderá ligar e dizer que quer de adotar uma árvore, como explica o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável (Seplandes), Bruno Miranda. “A equipe vai até o local, examina a área e indica a espécie ideal e planta. Daí por diante, o responsável assinará o termo de compromisso se responsabilizando por regar e cuidar durante todo o ciclo de vida. Esta ação parte do cuidado do prefeito Mário Alexandre em apoiar políticas públicas que visam o respeito com o meio ambiente onde vivemos”.

O ato contou com a participação de representantes Associação de Moradores da Avenida José Luís da Fonseca e Adjacências (AMA), representantes da Superintendência do Meio Ambiente, além dos técnicos do ONG Instituto Floresta Viva e do vereador Gil Gomes.