Nesta segunda-feira (10), é celebrado o quinto centenário de Luís Vaz de Camões. Nascido por volta de 1524 ou 1525, ele viveu durante uma época significativa da história de Portugal, marcada pelo Renascimento e pelas grandes navegações. Embora pouco se saiba sobre a vida do escritor, é inegável que esse período foi essencial para moldar o poeta e o homem que posteriormente celebraria os feitos nos versos eternos de “Os Lusíadas”.

As experiências de Camões são refletidas vividamente em sua poesia, repleta de referências a batalhas, mares distantes e encontros culturais. Ele soube captar os contrastes de seu tempo, destacando tanto o esplendor das conquistas quanto as sombras da exploração. Sua obra, admirada por sua beleza e profundidade, permanece relevante e é celebrada até hoje.

Por que, mesmo após séculos, a poesia de Camões continua tão viva e celebrada? A resposta pode estar no fato de ser uma voz atemporal que ainda dialoga com o presente. Em entrevista ao Metro1, Ruy Espinheira Filho, professor de Literatura e escritor, explicou que Camões é um autor que escreveu para a eternidade. Segundo ele, Camões é uma das figuras grandiosas da história da humanidade, um “poeta de milênios”.

“Camões é lido no mundo inteiro, especialmente por aqueles que se interessam por poesia, história e pelas grandes conquistas marítimas. Sua obra ‘Os Lusíadas’ narra a história de Portugal, destacando como um poeta romântico e lírico. Por ser lírica, sua poesia transcende o tempo e continua relevante”, contou.

Espinheira Filho compara Camões aos poetas gregos, cuja obra permanece viva. “Assim como os poetas que escreveram milênios atrás e ainda são lidos hoje, a poesia de Camões continua a dialogar com o presente, mantendo-se eternamente atual”.