No mês de Orgulho LGBTQIA+, o Teatro Popular de Ilhéus marca essa temática com uma edição especial do “Improviso, Oxente”: DiversiArte! No próximo sábado, dia 19 de junho, às 19 horas, vamos bater um papo com cinco Drag Queens de destaque na cena baiana, com o tema “O que pode a Arte Drag? Montação e visibilidade”. Teremos ainda apresentações de integrantes dos Coletivos ArtDragSul Bahia e Drags do Maktub.  O evento é uma iniciativa em parceria com o Geni – Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade, do IF Baiano (Campus Uruçuca), e do GEDISEX – Grupo de Pesquisa e Práticas em Gênero, Diversidade e Sexualidade (IF Baiano/CNPq).

No encontro vamos celebrar essa arte cheia de glamour e resistência! A Drag é uma personagem que pode ser criada por qualquer pessoa, independente de gênero ou sexualidade. Com reconhecimento crescente, o impacto da Arte Drag em questões como a quebra dos padrões de gênero e a liberdade LGBTQIA+ aumenta. Quanto mais visibilidade artistas Drag têm, mais essas questões ganham visibilidade e podem ser discutidas.

Para conversar sobre o tema, teremos convidades incríveis: Fábio Nascimento Drag/Mademoiselle Brigith, Luiz Santana/Drag Rainha Loulou, Ingridy Carvalho/Drag Nágila GoldStar, Leonardo Paulino/Ecodrag Leona_do Pau__ e Valécio Santos/Drag Valerie O’Hara. A mediação será feita por Iara Colina. Como em todas as edições do “Improviso, oxente!”, a noite também vai ser recheada de apresentações artísticas! O evento é gratuito, e disponibilizará certificados mediante inscrição pelo link https://suap.ifbaiano.edu.br/eventos/inscricao_publica/145/ e mediante lista de presença durante a transmissão ao vivo que acontecerá no canal do Teatro Popular de Ilhéus: www.youtube.com/teatropopulardeilheus.

Sobre as participações:

Valerie O’rarah / Valécio Santos – Ator Transformista com 17 anos de carreira, maquiador, produtor cultural e empresário; empreendedor do circuito cultural LGBTQIA+, realizador de diversos eventos e concursos da arte drag e transformista na cidade de Salvador BA, colaborador em diversas pesquisas acadêmicas (artigos, dissertações e teses) apresentando a arte drag soteropolitana. Sua personagem  já protagonizou programas de TV em rede nacional e local (Esquenta Rede Globo – 2014; Transmissão do Carnaval TVE – 2018), espetáculos de teatro (A Alma Encantadora do Beco – 2011), e no cinema com o filme “Jessica Cristopherry” (2013).

Nágila Goldstar / Indridy Carvalho – Foi a primeira Drag Queen performada por uma mulher cisgênera a se apresentar regularmente em Salvador, fazendo shows, participando de concursos, criando projetos e movimentando a cena transformista local. O conceito que norteia o trabalho e a pesquisa de Nágila é o da feminilidade como construção social, inclusive para as mulheres cis. Além de buscar, com sua montação, evidenciar a dimensão performativa do gênero, Nágila costuma levantar questões sobre sexualidade, empoderamento feminino e violência contra a mulher. Entre outros pioneirismos, além de ter sido a primeira mulher cis a ganhar um concurso, o Talento Marujo (em 2016), no histórico espaço de resistência do transformismo baiano, o bar Âncora do Marujo, Nágila fomentou a cena lésbica no meio Drag: criou a primeira noite lésbica no referido bar, o show “Uma Noite no Brejo”, dentre outras importantes iniciativas.

Rainha Loulou / Luiz Santana – Rainha Loulou completa 20 anos de carreira em 2021. Desde 2001 apresenta performances, atua como MC de eventos e tem inserções no cinema, teatro e TV. Vencedora por diversos anos do troféu Melhores do Ano, que premia a comunidade LGBTQIA+ de Salvador. Figurinista, aderecista e maquiador cênico, Luiz Santana atua há 18 anos no teatro e cinema baiano, com participações em inúmeras peças de teatro, longas, curtas e shows musicais. Dentre eles: Cabaré da Rrrraça, Sonho de uma noite de verão (Bando de Teatro Olodum); Crimes bizarros (Dimenti), O cordel de Maria CinDragrela (Teca Teatro). Com o Ateliê Voador assinou o figurino e caracterização de A mulher que matou os peixes, Uma mulher impossível e Que os outros sejam o normal. Em cinema: O homem que não dormia (Edgard Navarro), Cascalho (Tuna Espinheira), A última estação (Márcio Cury).

Leona_do Pau___ / Leonado Paulino – Leona_do Pau___é uma das identidades de Leonardo Paulino. Doutora em Artes Cênicas pela UFBA, funciona como uma poesia cotidiana,  um avatar ecológico, uma ecodrag. Artista-criadora da tese intitulada “O que pode uma ecodrag? Processos criativos cuiers, potências de vida e poéticas ecobiográficas”. Um risco, um riso, um rastro. Um movimento de vida, um momento no rio. Leona provoca fluxos e amplia as perspectivas de estudos e práticas cuiers.  Adora fazer o canto dos pássaros. É super interessada em processos criativos, criação  de indumentárias e intervenções urbanas.

Mademoiselle Brigith Gioconda Close / Fábio Nascimento – a persona do ator Fábio Nascimento é uma  balzaquiana e sapiossexual, cria do Bataclan, que homenageia as grandes vedetes brasileiras, divas mundiais do cinema dos anos 1920 até os anos 1970. Poliglota e francesa nasceu numa cidadezinha do sul da França chamada Ilhéus. Formada como stripper pela Universidade de Sorbonne e nos cabarés franceses, Brigith avisa que o anacronismo é uma das suas qualidades. No currículo, constam os espetáculos: Sarau Córtex – Direção Thiago Romero, Denegrindo o Mundo – Direção Onisajé, Aquilo que se Vê – Direção de Márcio Glédson e Quem Tem Joga – Jones Mota e o Minidoc Aquënda de Florisval Neto.

Iara Colina (mediadora) é atriz do Grupo Teatro Popular de Ilhéus, Diretora teatral, pesquisadora e técnica administrativa no IF Baiano. Idealizou e é membra do Geni – Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade do Campus Uruçuca desde 2017. É mestra em Letras: Linguagens e Representações (UESC-BA) – com pesquisa na área de Literatura, gênero e sexualidade. Integra o Gedisex – Grupo de Pesquisas e Práticas em Gênero, Diversidade e Sexualidade (IF Baiano).

O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural independente, atualmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.