Membros do PTB da Bahia descontentes com a atual gestão do partido denunciam o que consideram como “perseguição política”. O descontentamento é resultado da posição da legenda de apoiar ACM Neto (UNIÃO), candidato a governador, e Cacá Leão (PP), postulante ao Senado. O grupo dissidente também reclama da distribuição do fundo partidário, e da ausência de candidatos na propaganda televisiva durante o horário eleitoral.

O candidato a deputado estadual Janilson Lima é uma das principais vozes contra o próprio partido. O postulante acusa o presidente Gerson Prates de agir de forma “ditatorial” obrigando candidatos a darem apoio a ACM Neto, sob pena de expulsão da sigla. Segundo Janilson, o grupo de dissidentes é composto por cerca de 150 pessoas, incluindo os candidatos D’Jane Silva e Pastor Carioca.

Outro ponto que tem gerado intriga entre os membros é a divisão do fundo eleitoral. “A direção do partido recebeu o fundo partidário e não repassou a todos os seus candidatos, prejudicando inclusive alguns com boa visibilidade diante eleitores”, disse Janilson.

Em postagem nas suas redes sociais, a candidata a deputada estadual D’Jane Silva afirmou ter tido seu direito violado por não receber o recurso. “Quem é candidata sabe o quão importante é valer-se desta verba para desenvolver sua campanha”, publicou.

Em resposta às acusações,  Gerson Prates afirmou que a decisão de apoiar o União Brasil nas eleições majoritárias foi amadurecida em conjunto e considerada imprescindível por ser “a melhor opção para o estado no momento”. Sobre o fundo partidário, ressaltou que o presidente do partido tem poder discricionário sobre a verba. “Não tenho que dividir de forma equânime, eu endereço esses recursos para quem achar conveniente”, disse.

Janilson também alega que o PTB teria recebido aportes financeiros da União Brasil para a manutenção do apoio ao partido. “Não tenho como comprovar, mas já gravei vídeos pedindo ao TRE e à Policia Federal que investiguem as contas. Eles conseguirão.” Gerson negou.