Presente na manifestação realizada em Salvador em memória ao Dia Internacional de Luta da Mulher, o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) declarou-se favorável “à radicalização da democracia com mais participação das mulheres na política. Saúdo as mulheres que ocuparam a política, As que lideram as lutas nos campos e nas cidades, as que estão na linha de frente do trabalho nas ocupações, nos quilombos e aldeias, as que enfrentam as hostilidades machistas no mundo sindical e de lá não arredam o pé, as que presidem partidos e fazem destes um instrumento para fazer avançar a organização e a luta das mulheres da classe trabalhadora, a nossa combativa bancada de mulheres do PSOL (federais, estaduais e vereadoras), as que lideram gabinetes e a nossa líder da bancada federal, Fernanda Melchionna (PSOL-RS)”.

No Farol da Barra lembrou também do Setorial Estadual de Mulheres do PSOL “e  de forma especial nossas dirigentes feministas que estão à frente da Setorial Nacional que formularam como tarefa prioritária das mulheres frente à conjuntura derrotar a política do presidente Bolsonaro. Na Europa, as mulheres já mostraram seu protagonismo no enfrentamento ao fascismo e nazismo. A revolução russa, o evento político mais importante do século XX, foi desencadeada por mulheres no dia 08 de março de 1917. As mulheres operárias ocuparam as ruas, desestabilizaram a ordem, ambientando o processo revolucionário”.

Para o parlamentar, “na América Latina algo semelhante aconteceu, e com apenas cinco mulheres. A boliviana Domitila Barrios de Chungara, como bem nos lembra Eduardo Galeano, foi uma das cinco mulheres que com uma greve de fome levou à derrota um governo militar. A greve ganhou adesão de um padre, e depois de mais e mais bolivianas e bolivianos. Em 1978 este movimento iniciado por cinco mulheres derrubou a ditadura militar. No Brasil, as mulheres protagonizaram muitas lutas na história. Desde a defesa do voto feminino, a resistência à escravidão, ao regime militar e o #EleNão,  um dos maiores eventos de massa da história do país”.

Hilton Coelho conclui afirmando que “no Brasil as mulheres estão nas ruas em defesa do legado e justiça por  Marielle Franco,  por Dandara, por Zeferina, por Ana Montenegro, por Pagú e por todas que resistem sol a sol para dizer que Bolsonaro não pode continuar porque estimula o ódio às mulheres, mas especialmente às companheiras que conspiram contra a ordem do capital e dos capitães do mato. Todo apoio na luta contra os que elogiam estupradores da ditadura militar e ameaçam os avanços conquistados pelas mulheres”.