A ex-secretária da Odebrecht Maria Lucia Tavares, a mesma que revelou às autoridades o “setor de propinas” da empreiteira, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que nunca teve o interesse de saber quantos codinomes haviam sido criados para os políticos beneficiados por pagamentos.

De acordo com o Blog do jornalista Matheus Leitão, ela disse à Corte que se limitava a fazer o serviço e que não tinha muito o que ficar perguntando sobre os codinomes ou propinas liberadas. O depoimento foi dado na ação que apura suposto abuso de poder político e econômico cometido pela chapa Dilma-Temer.

Maria Lúcia trabalhou no departamento de operação estruturadas da Odebrecht por 11 anos, mas a secretária só cuidava dos pagamentos nacionais. No depoimento, ela disse que “ou bem trabalhava ou fazia perguntas” sobre o esquema.

Neste momento, o magistrado ironizou ao dizer que Maria Lúcia estava quase obrigando o TSE a não fazer mais perguntas durante o depoimento. A ex-secretária, então, explicou que entendia que o trabalho do magistrado era perguntar, mas o dela, no setor de propinas, era somente “executar”.