O ministro André Mendonça, do STF, foi o primeiro a votar pela manutenção do novo piso nacional da enfermagem, contrariando o posicionamento do relator, Luís Roberto Barroso. Até o momento, cinco ministros votaram pela manutenção da decisão, sendo que quatro acompanharam a decisão do relator: Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Carmén Lúcia.

A publicação explica que Barroso cobrou que o governo e órgãos privados apontem como a proposta de um piso de R$ 4.750 afeta estados e municípios, a empregabilidade no setor e a qualidade nos serviços de saúde.

O Antagonista informa que, em sua decisão, André Mendonça citou o piso salarial de professores e do magistério público e considerou constitucional o mesmo tratamento para os profissionais de enfermagem.

“Tem-se na atual redação da Lei Fundamental de 1988, dispositivo constitucional ainda não questionado, que prevê que ‘Lei ADI 7222 MC-REF / DF 19 federal instituirá pisos salariais profissionais nacionais para o enfermeiro, o técnico de enfermagem, o auxiliar de enfermagem e a parteira (…). Ante o exposto, renovando as vênias ao e. Relator, divirjo de Sua Excelência para indeferir a medida cautelar, deixando de referendar a decisão monocrática que a deferiu”, escreveu Mendonça.