Presidente da Comissão Especial de Defesa da Criança e Adolescente da Câmara de Salvador, o vereador Hilton Coelho (PSOL), disse que “hoje (18) quando se comemora o ‘Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes’, a data não pode significar apenas uma lembrança no calendário deve representar um marco para ações efetivas contra ataques às crianças e adolescentes. Apenas no ano de 2014 foram registradas 24.575 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. Desses casos, 19.165 foram de abuso e 5.410 de exploração sexual infantil”, afirma.

 

Em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sánchez Crespo, com apenas oito anos de idade, foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada em Vitória (ES). Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado e os seus agressores, da chamada elite capixaba, nunca foram punidos.  Desde então, esse se tornou o dia para que a população brasileira se una e se manifeste contra esse tipo de violência.

 

Violência sexual é a situação em que a criança ou o adolescente é usado para o prazer sexual de uma pessoa mais velha. Ou seja, qualquer ação de interesse sexual, consumado ou não.  Abuso sexual é qualquer forma de contato e interação sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, em que o adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder, utiliza-se dessa condição para sua própria estimulação sexual, da criança ou adolescente, ou ainda de terceiros, podendo ocorrer com ou sem contato físico.

Já a exploração se caracteriza pela utilização sexual de crianças e adolescentes com a intenção de lucro, seja financeiro ou de qualquer outra espécie. São quatro formas em que ocorre a exploração sexual: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.

“A sociedade, em especial os poderes públicos, têm a obrigação de combater a violência sexual contra crianças e adolescentes e a prevenção é o melhor caminho. Para isso é necessário investimentos de recursos de forma adequada. Os Conselhos Tutelares devem estar bem instalados e aptos a ajudar quem deles necessitem. Os profissionais das áreas de educação e jurídica devem ter uma atenção especial para esse tema. A sociedade deve denunciar para proteger nossas crianças e adolescentes”, finaliza Hilton Coelho.