O valor de salário mínimo suficiente “para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência” no Brasil deveria ser R$ 3.777,93, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O cálculo é feito mensalmente desde 1994 pelo Dieese, que aponta quem em maio o índice subiu em relação a abril (R$ 3.716,77), mas ficou abaixo de janeiro (R$ 3.795,24). O salário mínimo “necessário” é 4,3 vezes maior do que o salário mínimo atualmente vigente no Brasil, de R$ 880,00. Em maio de 2015, o valor “suficiente” era de R$ 3.377,62, o equivalente a 4,8 vezes o salário mínimo do período, de R$ 788,00.

Cálculo – A lei determina que o reajuste anual do salário mínimo tem como base a soma da variação do Inflação para População de Baixa Renda (INPC) no ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do PIB dois anos antes.

Já que o PIB ficou parado em 2014 e teve queda em 2015, o que vai se repetir em 2016, o próximo aumento real ficará no mínimo para 2019 (isso se a lei não mudar nesse período).