Em ação movida contra o publicitário Eduardo Fischer, o Banco Modal pediu à Justiça o bloqueio de eventuais pagamentos do PL ao novo consultor estratégico da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No processo, o banco cobra de Fischer uma dívida calculada em aproximadamente R$ 114 milhões, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (25) pelo jornal Folha de São Paulo.
Ao solicitar o bloqueio, o Modal alega que o publicitário é cotado para comandar o marketing eleitoral de Flávio Bolsonaro e que a função é tida como uma dos trabalhos melhor remunerados do mercado publicitário brasileiro. O banco contesta ainda a alegação apresentada por Fischer de que enfrenta uma “derrocada financeira”, já que, segundo a instituição financeira, “profissionais sem patrimônio ou em situação de falência não costumam ser contratados para campanhas presidenciais”.
A instituição financeira, ainda de acordo com a Folha, solicitou que o PL e Flávio Bolsonaro sejam obrigados a informar à Justiça os valores do contrato, cronogramas de pagamento e fontes responsáveis pelos repasses. O banco pediu também a proibição de transferências para contas no exterior vinculadas ao publicitário.
O advogado de Fischer, Fernando Equi Morata, afirmou à imprensa que o publicitário não será responsável pelo marketing político da campanha de Flávio Bolsonaro. A função, acrescentou Morata, será apenas a de consultor colaborador.
Sobre a dívida, a defesa de Fischer informou que ainda apresentará contestação no processo e que os problemas financeiros do publicitário têm origem em negociações comerciais nas quais ele figurou como avalista. Morata garantiu ainda que o cliente vem quitando os débitos “na medida das possibilidades”.
Publicitário assumiu pré-campanha após crise dos áudios para Vorcaro
Conhecido no mercado publicitário por campanhas como “Brahma número 1” e “A volta do baixinho da Kaiser”, Fischer é um dos profissionais brasileiros mais premiados. Sua atuação no marketing político, no entanto, não soma resultados expressivos. Em 2018, ele tocou a campanha presidencial de Álvaro Dias, do Podemos, que obteve pouco mais de 859 mil votos.
A escolha de Fischer para cuidar da comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ocorreu após a repercussão do áudio enviado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no qual o senador solicita recursos para custear um filme sobre Jair Bolsonaro. Até então, a área estava sob comando de Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, aliado do senador.










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