O veto do PP à participação da senadora Tereza Cristina (MS) como candidata a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ampliou as dificuldades do senador para formar uma aliança com partidos do Centrão na disputa pelo Palácio do Planalto. A decisão reforça a tendência de neutralidade da federação formada por PP e União Brasil, enquanto o Republicanos também dá sinais de que deve seguir o mesmo caminho. Diante do cenário, dirigentes do PL já intensificam as discussões sobre a possibilidade de uma chapa composta exclusivamente por integrantes da legenda. A reportagem é do jornal O Globo.
Embora Tereza Cristina tenha demonstrado disposição para aceitar o convite e tentado convencer o próprio partido a rever a posição, o PP consultou seus diretórios estaduais e decidiu manter a neutralidade. A legenda avaliou que aderir à candidatura de Flávio poderia comprometer acordos eleitorais já consolidados nos estados, especialmente no Nordeste, além de considerar incertas as chances de êxito da campanha. Integrantes da sigla também criticaram a condução das negociações pelo senador, afirmando que a exposição pública do nome da senadora teria criado pressão indevida sobre o partido.
Antes de apostar em Tereza Cristina, Flávio já havia buscado atrair a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos, mas sem obter respaldo da direção da legenda. Agora, o PL mantém conversas com o Republicanos e voltou a sondar o Podemos, embora as perspectivas de apoio sejam reduzidas. Caso as negociações externas não avancem até o encerramento do prazo das convenções, em 5 de agosto, a tendência é que o partido opte por uma chapa pura, com nomes como o senador Marcos Pontes (SP) e as deputadas Bia Kicis (DF), Julia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE) entre os cotados para a vaga de vice.
Tb.




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