O número de trabalhadores afetados pelo atraso nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aumentou no Brasil. Até junho, 11 milhões de pessoas tinham valores não depositados pelas empresas, enquanto a dívida chegou a R$ 12,6 bilhões. As informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional no sábado (8).

Atraso nos depósitos

O FGTS é formado por depósitos mensais feitos pelo empregador, geralmente equivalentes a 8% do salário bruto. O dinheiro fica vinculado ao trabalhador e pode ser retirado em situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, doença grave e compra da casa própria.

Em setembro do ano passado, dados apresentados pelo Jornal Nacional apontavam 9,5 milhões de trabalhadores afetados e uma dívida de R$ 10 bilhões. O novo levantamento mostra crescimento tanto no número de pessoas prejudicadas quanto no valor devido pelas empresas.

Como verificar o FGTS

  • Acesse o aplicativo FGTS, da Caixa.
  • Consulte o extrato da conta vinculada ao emprego.
  • Confira os depósitos mês a mês e identifique períodos sem pagamento.
  • Compare os registros com o período trabalhado e os valores esperados.

 

O que fazer se houver atraso

O trabalhador que identificar depósitos pendentes pode procurar o Ministério do Trabalho para registrar a situação e buscar orientação. É recomendável guardar documentos que comprovem o vínculo com a empresa, como carteira de trabalho, contracheques e o extrato do FGTS.

A empresa que deixa de fazer os depósitos pode ser fiscalizada e cobrada pelos valores devidos. Também pode ficar sem o Certificado de Regularidade do FGTS, documento que pode ser exigido para obter empréstimos bancários e participar de licitações públicas. Segundo o Ministério do Trabalho, a fiscalização recuperou cerca de R$ 6,2 bilhões em valores devidos ao FGTS desde março do ano passado.