A América do Sul tem se dividido na escolha de um candidato à secretaria geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente Lula (PT) declarou apoio à ex-presidente chilena Michelle Bachelet, enquanto o atual presidente do Chile, José Antonio Kast, endossou a candidatura do argentino Rafael Grossi, diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica. O presidente argentino Javier Milei e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, acompanharam a escolha de Kast.
Michelle Bachelet foi a primeira presidente mulher do Chile e primeira diretora da ONU Mulheres entre 2010 e 2013. Além disso, exerceu o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2018 e 2022. Na América Latina, foi a primeira mulher a ser Ministra da Defesa.
Atualmente, o português António Guterres comanda a secretaria geral. Além de Bachelet e Grossi, também estão concorrendo:
- Fernanda Espinosa, diplomata do Equador
- Rebeca Grynspan, ex-presidente da Costa-Rica
- Carolyn Rodrigues, embaixadora da Guiana
- Macky Sall, ex-presidente do Senegal
A última vez em que a América Latina esteve à frente do cargo foi entre 1982 e 1991, com o peruano Javier Pérez de Cuéllar.
O cargo é rotativo, e qualquer nacionalidade pode assumir. As eleições ocorrem por meio de votações informais entre os integrantes do Conselho de Segurança da ONU, de forma secreta. A primeira rodada de votação, no final de julho, apontou favoritismo para a costarriquenha Rebeca Grynspan. O próximo turno está previsto para o fim deste mês.




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