Em 1440, Gutemberg desenvolve a imprensa, o que permite produzir e reproduzir volumes e impressos, tirando a cultura dos círculos minoritários, democratizando-a e colocando-a ao alcance de todos. Surgem no século XVII jornais semanários na Europa. Depois do Iluminismo e da Revolução francesa, surge uma nova visão intelectual de mundo e de formação de direitos do homem, que de alguma forma extrapola nos jornais. Aos poucos a publicidade foi entrando no veículo chamado jornal, ajudando a baixar o preço final do exemplar e fortalecendo o jornal como um veículo profissional e comercial.

O Jornal DIÁRIO DE ILHÉUS é publicado ininterruptamente, há 19 anos, graças à determinação de uma equipe profissional que comprova que em tempos de globalização, ainda é possível fazer e manter o jornalismo impresso regional com credibilidade.

O DIÁRIO DE ILHÉUS, ao longo do tempo, vem contribuindo para o desenvolvimento da cidade. E é perceptível, que a cada edição aumenta a responsabilidade de toda a equipe. O Jornal sempre teve um compromisso com a notícia, com a informação e principalmente, com o dever da isenção e da imparcialidade.

Um jornal que acredita no potencial da região, noticiando os fatos como devem ser e assim, democraticamente, continua conquistando o respeito dos leitores e a confiança dos anunciantes.

Desde sua fundação, em 24 de julho de 1999, O DIÁRIO DE ILHÉUS tem procurado, através de seus proprietários, funcionários e colaboradores, fazer um jornalismo de qualidade, apesar das grandes dificuldades que se apresentam. Ninguém pode imaginar se não tiver conhecimento do fato, a dificuldade que significa fazer um jornal circular diariamente. Mas os proprietários deste jornal fizeram deste desafio um motivo para suas vidas.

Ele tem origem no Diário da Tarde, jornal fundado em 1928, que circulou até fevereiro de 1999, quando foi fechado. Quatro antigos funcionários tomaram emprestadas algumas máquinas ultrapassadas de outro jornal e, em de julho de 1999, fundaram o DIÁRIO DE ILHÉUS. Este começou a circular com quatro páginas, depois foi sendo modernizado e a partir de 2002 foi adquirido maquinário para impressão em offset. Apesar das dificuldades, o jornal tem crescido. Desde setembro de 2003 foi criado o Caderno de Cultura e Lazer, na busca de torná-lo um jornal que informasse ao público leitor, também o aspecto histórico e cultural da cidade.

Realizar este sonho não foi tarefa fácil. Era preciso unir pessoas que tivessem experiência no ramo. Os quatro diretores fundadores já possuíam experiência em jornais diários. Foram eles: a diretora comercial Damiana Gomes, o jornalista Marcos Correa, (hoje afastado de suas atividades) e o linotipista Getúlio Pinto que tinham larga experiência do trabalho no Diário da Tarde. Uniu-se ao grupo o diagramador Carlos Moura Makalé, que já havia passado por jornais outros regionais. Para completar a equipe, foi convidado para a função de supervisor, “o eficiente Carlos Gomes, que trouxe para o Diário de Ilhéus a experiência de uma vida inteira dedicada a jornais diários”.

Nestes 19 anos muita coisa mudou na forma de confeccionar o jornal. No início o jornal era tipográfico, confeccionado quase de forma artesanal. Os textos eram esculpidos em uma máquina antiga onde os metais eram derretidos numa temperatura de até 600 graus centígrados. Da confecção artesanal passou para offset, mudando completamente o seu aspecto. Mais tarde seus proprietários adquiriram maquinário moderno, possibilitando maior dinamismo e eficiência.

Atualmente a equipe está consolidada, como também o jornal. Das pessoas que fundaram o DIÁRIO DE ILHÉUS, seu diretor Carlos Gomes já não se encontra entre nós; partiu para a eternidade em 2008. Faz muita falta sua presença, sua simplicidade, sua forma equilibrada de agir.

Ao comemorarmos os 19 anos de existência do DIÁRIO DE ILHÉUS, não poderíamos deixar de homenagear aquele que foi um baluarte da sua fundação. O sergipano Carlos Gomes veio para Ilhéus com seis anos de idade e se tornou ilheense. Foi trabalhar no Diário da Tarde com 22 anos de idade. Durante a Segunda Guerra serviu em Canavieiras, ao lado de Wallacce Perrrucho, seu amigo ao longo de 70 anos.

Sempre ligado à imprensa escrita, trabalhou, durante um período, no jornal O Dia, do Rio de Janeiro. De volta a Ilhéus trabalhou nos jornais Diário da Tarde, Jornal da Manhã, Diário de Itabuna e O Intransigente. Aposentou-se aos 35 anos de serviço, mas continuou trabalhando até o final de sua vida.

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Versão on-line, https://diarioilheus.com.br/

Vivemos em plena era digital, uma época em que uma nova formação de leitores, os jovens que nasceram entre meados da década de 1990 e na década de 2000, já se tornaram ou estão se tornando adultos e começaram a consumir produtos jornalísticos.

Essa nova geração já nasceu em um universo digital, eles cresceram em meio à ascensão da internet e são muito adeptas ao uso de smartphones, tablets e outros dispositivos móveis.

Por esse motivo, para acompanhar essa evolução da sociedade, o jornal criou a sua versão on-line, um portal de notícias e também outros canais das redes sociais, como o Facebook, que são excelentes instrumentos para manter seus leitores atualizados e acompanhar a modernidade e a velocidade da informação.

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Estendo também meus parabéns aos repórteres Juliana de Moura e Jonildo Glória; ao projetista gráfico, Ivo Coelho; ao chefe de impressão, Alberto Carlos; aos colaboradores, João Higino Filho, Gutemberg Pires Maciel, Gustavo Kruschewsky, Jackson Lima, Ader Oliveira, Ana Virginia Santiago, Elias Reis, Maria Luíza Heine, Heckel Januário, Alberto Barreto, Pawlo Cidade, Antonio Pereira, Iury Borges, Alfredo Amorim e Josevandro Nascimento. Homenagem póstuma a Hans Shaeppi, que por muitos anos contribuiu com este diário.

Um abraço fraterno aos amigos do Diário de Ilhéus,

Parabéns!

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