O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues criticou nesta quinta-feira (28) a decisão do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo o governador, a medida pode representar interferência na soberania brasileira.

Em publicação nas redes sociais, Jerônimo afirmou que o combate ao crime organizado é dever dos governos, mas disse que o enfrentamento às facções não pode ser utilizado como justificativa para intervenção estrangeira na política interna do país.

“O combate ao crime organizado e às facções é obrigação de todos nós governantes. Mas usar deste combate para violar a soberania de outra nação não vai enfraquecer a violência. Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sim. Intervenção na política interna de outro país, não”, declarou.

O governador também manifestou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que rejeitou a classificação das facções como grupos terroristas. O governo federal argumenta que PCC e CV atuam com motivação financeira, sem caráter político ou ideológico, elemento considerado central para enquadramento em terrorismo.

Jerônimo afirmou ainda que a decisão pode gerar impactos diplomáticos e econômicos para o Brasil, com reflexos no turismo, no comércio internacional e nas relações entre os países.

Economia do Brasil

Na postagem, o governador também fez críticas à família Bolsonaro e citou o senador Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a medida seria resultado de “mais um ato de traição” contra a soberania nacional.

Apesar das críticas à decisão norte-americana, Jerônimo afirmou que o governo da Bahia seguirá atuando em parceria com o governo federal no combate às facções criminosas, com investimentos em operações policiais, inteligência e segurança pública.