O Brasil registrou aproximadamente 18,5 mil mortes por câncer de próstata em 2025, uma média de 50 óbitos por dia. Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Em dez anos, o número de vítimas da doença aumentou 20%, segundo o levantamento.
Além da mortalidade, a incidência da enfermidade também preocupa. A estimativa é de que mais de 77 mil homens recebam o diagnóstico de câncer de próstata em 2026. A doença é atualmente o tipo de câncer mais frequente entre a população masculina, desconsiderados os tumores de pele não melanoma.
Um dos principais desafios no enfrentamento da doença é a identificação dos casos em estágio inicial. Isso porque o câncer de próstata costuma evoluir sem apresentar sintomas nas primeiras fases, justamente quando as possibilidades de cura podem chegar a 90%. Dificuldades para urinar, aumento da frequência urinária, presença de sangue na urina ou no sêmen e dores nos ossos são sinais que podem aparecer quando o tumor já está em estágio avançado.
Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Urologia intensifica, durante o Novembro Azul, as ações de conscientização sobre a saúde masculina e a importância do diagnóstico precoce. A entidade recomenda que homens sem fatores de risco iniciem a avaliação a partir dos 50 anos. Para aqueles com maior predisposição, como homens negros, obesos ou com histórico familiar da doença, a orientação é antecipar o acompanhamento para os 45 anos. Entre os procedimentos utilizados estão os exames de PSA, realizado por meio de análise de sangue, e o toque retal.
O tratamento também vem passando por mudanças com a incorporação de novas tecnologias. Em 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com a cirurgia robótica para procedimentos relacionados à próstata. Outras possibilidades terapêuticas minimamente invasivas foram aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), entre elas o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e a crioablação.
No procedimento com HIFU, ondas sonoras direcionadas são utilizadas para destruir o tecido tumoral. Já a crioablação consiste na aplicação de temperaturas extremamente baixas, por meio de agulhas finas, para congelar e eliminar as células cancerígenas.
Para a Sociedade Brasileira de Urologia, ampliar o acesso à informação, estimular a realização de exames e combater a resistência masculina em procurar atendimento médico são medidas fundamentais para reduzir os impactos da doença.







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