Prestadores de serviço, como cabeleiros e manicures, podem atender nas casas dos clientes, desde que usem equipamentos de proteção, determinou o governador João Doria.

A orientação foi dada durante coletiva de imprensa, nessa terça-feira (31), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado e pegou de surpresa Anna Gadelha, sócia de um salão de beleza no centro de São Paulo.

Para o médico e professor de epidemiologia da faculdade de medicina da USP, Expedito Luna, a orientação atrapalha.

O infectologista Hélio Bacha, da Sociedade Brasileira de Infectologia, que testou positivo para a Covid-19 na semana passada, disse que a proposta fere princípios éticos e não deve ser adotada, nem com equipamentos de proteção:

Para Hélio, a melhor solução é dar apoio financeiro, para que todos os profissionais autônomos possam cumprir as medidas de isolamento social.

No salão de Anna, por enquanto, a saída tem sido vender serviços antecipados, uma espécie de vale salão. Mesmo assim, o arrecadado não chega a 10% do faturamento antes do começo da epidemia.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou que a orientação dada pelo governador é válida e que, desde que os profissionais sigam as orientações, como cuidados com higiene, equipamentos de segurança e não apresentem sintomas, podem fazer atendimento domiciliar.