O presidente Jair Bolsonaro exaltou na noite deste sábado (16) as ações de seu governo para ajudar na recuperação da economia após a pandemia do coronavírus, em discurso no evento Marcha para Jesus, em Fortaleza. “Criamos programas para não perdemos empregos no Brasil. Hoje vocês veem a economia reagindo, passamos agora há pouco da 13ª para a 10ª economia do mundo”, disse.

Em referência ao projeto de lei que estabeleceu um teto de 18% para os combustíveis, energia, telecomunicações e transporte, o presidente ressaltou que junto com o Congresso, fez sua parte para possibilitar a redução do preço dos combustíveis.

Essa foi a primeira vez que o presidente participou do evento na cidade. Ao lado dele, também participaram a deputada Carla Zambelli (PL-SP), o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, e o pré-candidato ao governo cearense, Capitão Wagner (União Brasil).

Na fala, o presidente afirma que os problemas herdados por seu governo não são de hoje e que vêm de décadas, e que antes muitos não se envolviam com política, mas “hoje vocês sabem o que é a Câmara dos Deputados, o que é o Senado federal, o que é o Poder Executivo, e sabem também o que é o Supremo Tribunal Federal”, declarou.

O presidente também pediu apoio à pré-candidatura do deputado licenciado, Capitão Wagner (União Brasil), ao governo cearense. “Se o Brasil tem problema, chama o capitão, se o Ceará tem problema, chama o capitão”, disse. O bolsonarista Alex Ceará, pré-candidato a deputado estadual, também recebeu o aval do presidente durante o evento com evangélicos.

Bolsonaro também relembrou a facada sofrida em Juiz de Fora-MG durante sua campanha no pleito de 2018, e disse que sobreviveu pela proteção de Deus. “Isso não é sorte, isso é a mão de Deus”. Ainda, segundo o presidente, a sua permanência no governo se deve à bênção divina. “A minha permanência, a minha existência não seria possível sem a mão de Deus”, disse.

Bolsonaro disse ainda que falar de fim da corrupção não é virtude. “É obrigação.”

A Marcha Para Jesus e outros eventos religiosos, que concentram parte dos seus apoiadores, têm sido os principais palcos políticos para Bolsonaro.