O candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, foi entrevistado, nesta quinta-feira (25), no Jornal Nacional, da Rede Globo, pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos. O petista foi o terceiro presidenciável a ser sabatinado pelo programa.

O ex-presidente respondeu em tom moderado a questionamentos sobre economia e corrupção. Lula admitiu os erros no setor de economia do governo de Dilma Rousseff e chamou o orçamento secreto de “escárnio”.

“Durante cinco anos eu fui massacrado e estou tendo hoje a primeira oportunidade de poder falar disso abertamente ao vivo com o povo brasileiro. Primeiro: a corrupção, ela só aparece quando você permite que ela seja investigada”, disse o ex-presidente no início da entrevista. O ex-presidente também falou sobre o Mensalão e a Lava Jato.

“Em 2005, quando surgiu a questão do Mensalão, eu cheguei e disse o seguinte: ‘só existe uma de alguém não ser investigado nesse país: é não cometer erro’. Se cometer erro, vai ser investigado. E foi isso que nós fizemos. Se alguém comete um erro, alguém comete um delito, investiga-se, apura, julga, condena ou absolve e tá resolvido o problema. O que foi o equívoco da Lava Jato? É que a Lava Jato enveredou para um caminho político delicado. A Lava Jato ultrapassou o limite da investigação e entrou no limite da política. E o objetivo era o Lula. O objetivo era tentar condenar o Lula.”

Lula falou sobre pacificar o país quando foi questionado sobre MST, afirmou que o movimento não é mais o mesmo de 30 anos atrás e frisou que fazendeiros apoiam Bolsonaro porque o presidente está facilitando acesso a armas de fogo no campo.

Orçamento

Lula chamou Jair Bolsonaro (PL) de “bobo da corte”. O petista criticou o que chamou de “semipresidencialismo” vigente no atual governo do Brasil, afirmando que não é o Bolsonaro quem cuida do orçamento do Brasil, mas sim Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados.