“E os que foram vistos dançando, foram julgados insanos pelos que não conseguiam ouvir a música.” Eu amo voar, eu nasci para voar… Quando descobri isso, senti um alívio tão grande e fiz minhas primeiras tentativas e alcei vôo e voei alto, quando achei que estava bem, me estabaquei, me conflitei… e me recolhi, depois de uma queda, sempre precisamos do silêncio e da nossa própria companhia, afinal ninguém melhor para nos aconselhar do que nós mesmos!!!
Depois da reflexão, a convicção de que não desejo o “Céu de Amianto”, eu escolho um céu diferente para mim, não quero mais ser quem eu sou, ou quem decidiram que eu deveria ser, escolho ser quem eu nasci para ser!!! Por que nos incomodamos tanto com a opinião dos outros? Por que nos moldamos pelos anseios da sociedade, dos pais, dos amigos, dos colegas, dos amantes? Por que nos comparamos com os outros???
Por que nos deixamos rotular: feio, bonito, alto, baixo, magro, gordo, homo, hétero, bi, tri, bom, ruim, azul, amarelo, vermelho, preto, branco, pobre, rico, certo, errado, perfeito, imperfeito, superior, inferior, adequado, inadequado etc etc etc. Por que aceitamos esses rótulos? Pior, por que nos deixamos definir por esses rótulos??? Os rótulos nos limitam!!! Por que usamos tantas máscaras? As máscaras nos impedem de ser, quem nascemos para ser…
Hoje, eu sou grato pela queda, sou grato pela amizade suspensa, sou grato pela traição do amigo falso, sou grato pelo silêncio, quase surreal, de Rebecca, ah Rebecca, queria que você pudesse se ver através dos meus olhos, quem sabe o que você veria ao se olhar no espelho!!! Quiçá visse um enigma interessante… Quiçá visse alguém muito especial… Quiçá encontrasse, POR VENTURA, a toca do coelho branco e daí, quiçá visse, enfim, Rebeccaaaaaaaa!!! Além do mais, você tinha razão: pensamentos são prisões, e eu, finalmente, achei a chave: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Da gratidão, surgiu a força para recomeçar, para recalibrar as asas e voltar a voar e dessa vez vou voar mais alto ainda, mais pleno, mais convicto, mais absoluto, mais sereno, mais resoluto, mais empático, mais resiliente, mais EU!!!
Livrar-se das amarras é um desafio e gera conflito, afinal aprendemos a dizer “sim senhor”, sem questionarmos, quando chegamos aqui, já encontramos tudo pronto e determinado e ousar questionar confunde, mas também garante um reencontro com nós mesmos e desse reencontro vem a consciência e tudo fica sereno e nos conectamos e dessa conexão vem a leveza e dessa leveza vem a verdade, A SUA VERDADE, e essa é a verdade que vos libertará…
Acredite em si mesmo, acredite na sua força, acredite no seu poder e “Jogue a vida, arrisque tudo e curta esse amor”, curta esse amor pela vida, pelos amigos, pelos familiares, pelos seres humanos e, ESPECIALMENTE, curta esse amor por você mesmo, quem se ama, vai além, para quem se ama, o impossível não existe!!!
Cada pôr do sol é único, assim como cada dia é uma nova oportunidade e nisso reside a magia da vida, nos propiciar infinitas possibilidades que se renovam diariamente, já que cada um pode ser quem quiser ser, pode ser o que quiser ser, basta ter coragem para se arriscar, se assumir, se reinventar!!! Basta ter coragem de se colocar em primeiro lugar, ter coragem de duvidar, de questionar, ter coragem de parar de se julgar, de parar de se criticar!!!
Enfim, compreenda de uma vez por todas que: “VOCÊ É O QUE FAZ DE SI MESMO”. Quanto a mim, sigo convicto e consciente de que “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”.

- Domingos Rodrigues é Advogado, OAB/BA 43.508, Consultor Jurídico, Bacharel em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz, Mediador Extrajudicial, pelo Resolve Instituto, Life Coach e Mentor, pelo Instituto Holos, Poeta, Pós-graduando em Consultoria e Gestão Cultural, ambos pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz, Membro da Comissão de Mediação, Arbitragem e Direito Sistêmico da OAB/BA – Subseção de Ilhéus, exercício 2019-2021 e colunista do site: www.jornaldoradialista.com.br
Email: advdomingos@hotmail.com





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