O governo avalia soluções temporárias, propostas pelo Senado Federal e equivalentes às renúncias fiscais deste ano, para compensar a desoneração da folha de pagamento de empresas e prefeituras. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que também é relator da proposta, avalia que o conjunto de sugestões não seria suficiente para compensação da desoneração até 2027.
Entre as medidas avaliadas estão a captura de depósitos esquecidos em contas judiciais por mais de cinco anos; abertura de um novo prazo de repatriação de recursos no exterior com taxas menores; possibilidade de regularização na declaração de IR, com desconto na cobrança; programa de descontos para empresas que tenham multas vencidas em agências reguladoras.
Para o senador, a situação pode resolver o equilíbrio de caixa para este ano e a procura por uma compensação mais definitiva e perene pode ser feita com mais calma. Desta forma, a busca por novas fontes de receita que equilibrem a conta das desonerações até 2027 ficaria para um novo projeto, a ser discutido no próximo ano.
A desoneração atinge setores econômicos que empregam mais de nove milhões de pessoas. Entidades empresariais e sindicatos ressaltam que ela é importante para a geração e manutenção de emprego e renda. O governo e Congresso Nacional fecharam um acordo em maio sobre um modelo de reoneração gradual da folha. Esse entendimento ocorreu após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender a medida.







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