A Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (3), teve origem em informações compartilhadas pelas autoridades dos Estados Unidos após a detenção do brasileiro Ygor Fokin Saviolli, em 2023, no Aeroporto de Fort Lauderdale, na Flórida. Durante a abordagem, agentes americanos apreenderam o celular de Saviolli e encontraram fotos, vídeos e mensagens que indicavam um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas. O material foi enviado à PF por meio de acordos de cooperação entre os dois países. A reportagem é do jornal O Globo.
Segundo a investigação, o esquema era coordenado por Ygor Saviolli e Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontados como responsáveis por movimentar mais de R$ 10 bilhões utilizando empresas, criptomoedas, remessas internacionais e transporte de dinheiro em espécie. Apesar da cooperação entre as autoridades brasileiras e americanas, a Polícia Federal afirmou não ter sido avisada previamente sobre as sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e empresas ligadas ao grupo, o que, na avaliação de investigadores, prejudicou a operação e favoreceu a fuga de Shimada, que continua foragido.
As investigações apontam que a organização atuava na lavagem de dinheiro, evasão de divisas, movimentação de criptoativos e comércio ilegal de mercadorias. Ao todo, a Justiça expediu 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. Entre os presos estão Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e outros integrantes apontados como operadores financeiros, enquanto Victor Shimada e mais dois investigados seguem sendo procurados pela Polícia Federal.






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