Em meio às discussões sobre os altos cachês pagos a artistas durante os festejos juninos na Bahia, o promotor de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Pablo Almeida, afirmou, em entrevista para o Jornal a Cidade desta segunda-feira (15), que o objetivo do órgão não é impedir a realização das festas, mas garantir que os recursos públicos sejam utilizados com responsabilidade.

O promotor comentou a repercussão envolvendo recomendações do MP para a redução de cachês de artistas contratados por prefeituras baianas e destacou que a principal estratégia adotada tem sido a busca por acordos.

“O Ministério Público reforça a importância do respeito às tradições juninas, tanto que não vem postulando o cancelamento de festa ou contratos, sempre buscando um acordo”, afirmou.

Segundo Pablo Almeida, diversos artistas aceitaram, de forma voluntária, rever os valores cobrados para se apresentar nos municípios durante o período junino. “Nós fizemos acordos com diversos desses artistas. Eles subscreveram um termo de compromisso voluntário de redução dos cachês”, destacou o promotor.

O órgão vem acompanhando os gastos realizados pelas prefeituras, especialmente em municípios que enfrentam dificuldades financeiras ou dependem de recursos públicos para custear as festividades.

Pablo Almeida reforçou que a atuação do MP-BA tem sido pautada pelo diálogo e pela tentativa de construir soluções consensuais, sem inviabilizar a realização das festas que movimentam a economia e integram a tradição cultural do estado.

Confira a entrevista na íntegra: