A  Volkswagen pediu à União Europeia e aos governos europeus medidas para viabilizar a reestruturação da montadora alemã, pressionada pela concorrência de  veículos elétricos chineses e pelos altos custos de operação no continente. Conforme informações da imprensa europeia, o apelo foi feito neste domingo (11) pelo presidente-executivo do grupo, Oliver Blume, às vésperas do Salão do  Automóvel de Paris.

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Durante um evento chamado “Para a Europa”, Blume afirmou que a recuperação da empresa depende de uma ação conjunta entre o setor privado e os formuladores de políticas públicas. Segundo ele, a montadora trabalha para reduzir a complexidade de suas operações e aumentar a competitividade.

Ainda de acordo com veículos de imprensa europeus, Blume afirmou que“esta é uma responsabilidade compartilhada: a comunidade empresarial deve se tornar mais competitiva e criar oportunidades atraentes, enquanto os formuladores de políticas devem estabelecer as condições estruturais adequadas”.

A Volkswagen enfrenta uma das maiores reestruturações de sua história. O plano prevê cortes de custos, redução de postos de trabalho e mudanças no portfólio de veículos, em meio à pressão sobre as vendas e à disputa por espaço no mercado de carros elétricos.

A empresa avalia medidas para reduzir sua estrutura industrial na Alemanha, incluindo o fechamento ou a readequação de fábricas. O grupo também pretende simplificar a oferta de modelos para concentrar investimentos em veículos e segmentos mais rentáveis.

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Concorrência chinesa 

A expansão de fabricantes chinesas, como BYD e Leapmotor, ampliou a disputa no mercado europeu. Com preços competitivos e novos modelos elétricos, essas empresas vêm conquistando espaço em um setor historicamente dominado pelas montadoras locais.

A pressão ocorre em meio à desaceleração das vendas na China, que tem levado fabricantes do país a buscar mercados externos. Analistas avaliam que a intensificação da disputa por preços pode reduzir as margens de lucro das empresas europeias.

Ainda segundo a imprensa europeia, Blume defende medidas para equilibrar a concorrência, incluindo incentivos à produção local. Na sexta-feira, o executivo classificou como um passo importante um possível acordo entre a União Europeia e a China para limitar os efeitos das importações chinesas de veículos híbridos plug-in.

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A Volkswagen também apoia propostas de regras de conteúdo local para estimular a fabricação de veículos e componentes na Europa.

Apesar das dificuldades enfrentadas pela matriz europeia, a operação brasileira da Volkswagen mantém planos de expansão e investimentos. A empresa anunciou aportes de R$ 16 bilhões no Brasil até 2028, com previsão de lançamento de novos modelos e desenvolvimento de tecnologias.

O desempenho da subsidiária brasileira ocorre em um cenário diferente do enfrentado pela montadora na Europa, onde a combinação de custos elevados, mudanças na demanda e concorrência chinesa pressiona a rentabilidade do grupo.

No Salão do Automóvel de Paris, que começa nesta segunda-feira (12/10), a Volkswagen apresentará novos veículos elétricos de marcas como VW, Cupra e Skoda, além do SUV elétrico ID. Tiguan. A estratégia busca ampliar a oferta de modelos elétricos mais acessíveis e recuperar competitividade diante dos concorrentes asiáticos.