Os candidatos baianos para a sucessão de Arthur Lira (PP) no comando da Câmara Federal já sinalizam no plenário as principais diretrizes e defesas que poderão fazer no comando da Casa, segundo levantamento da CNN Brasil.
Tentando ganhar o apoio do Palácio do Planalto, Antonio Brito (PSD) votou a favor da recriação do seguro para vítimas de acidente de trânsito, conhecido como DPVAT – que abriu espaço para o governo aumentar as despesas em R$ 15 bilhões – e da manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018.
Arthur Lira, atual presidente da Câmara, tem buscado articular apoio para o deputado Elmar Nascimento (União), enquanto o governo, embora ainda não tenha um candidato oficial, parece favorecer Antonio Brito. O embate político promete ser intenso nos próximos meses, com diversos interesses em jogo e alianças em formação.
Enquanto isso, Marcos Pereira surge como um possível nome de consenso entre o governo e a Câmara, em uma disputa que se desenha como uma das mais estratégicas e decisivas para os rumos do Legislativo brasileiro.
Um ponto crucial na corrida pela presidência da Câmara é o alinhamento com o Palácio do Planalto. Candidatos que buscam o apoio do governo têm optado por votar a favor de pautas de interesse do Executivo, como a manutenção de vetos presidenciais estratégicos.
No Congresso, os parlamentares inflaram as emendas de comissão, que passaram a ser de R$ 16,6 bilhões. Com o corte do governo, o valor caiu para R$ 11 bilhões. No ano passado, o valor destinado a esse tipo de emenda foi de R$ 6,9 bilhões. Nos últimos dias, o Palácio do Planalto disse que aceitaria recompor um valor menor — cerca de R$ 3 bilhões — de modo que a modalidade de emenda ficaria no patamar de R$ 14 bilhões.










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