A exclusão foi confirmada por decreto presidencial, publicado ontem (29.04) no Diário Oficial da União.
Para a ABCON, associação das operadoras de saneamento, a exclusão da água tratada traz uma mensagem negativa para a sociedade sobre as prioridades do governo federal.
“Entendemos que, mesmo sem ter a competência direta pelos serviços, que é prerrogativa dos municípios, Brasília possui um papel importante para estabelecer as diretrizes gerais e a regulação do setor. Sem uma orientação política e estratégica do governo federal, inclusive com ações emergenciais e de apoio às operadoras contra os efeitos danosos da crise na economia, o sistema poderá ficar desestruturado exatamente no momento em que a população mais precisa de água tratada para combater a pandemia”, avalia o diretor executivo da ABCON, Percy Soares Neto.
Percy lembra que a coordenação de um ente regulatório nacional é uma necessidade apontada pelo PL 4162, que atualiza o marco legal do saneamento e já foi amplamente debatido e posteriormente aprovado na Câmara dos Deputados. Hoje aguardando votação no Senado, o novo marco do saneamento tem grande potencial de contribuir com o país na retomada da economia e universalização dos serviços de água e esgoto. “O saneamento precisa permanecer na pauta de prioridades do governo. Os sinais devem ser claros e objetivos sobre a essencialidade e prioridade do setor”, completa o diretor da ABCON.
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Informações à Imprensa Julia Martins | julia@agenciaemfoco.com.br | (11) 96083-5682
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