A CPI da Covid ouviu ontem Carlos Murillo, atual gerente-geral da Pfizer na América Latina. Ele era o presidente da empresa no Brasil quando foram feitas as primeiras ofertas de vacina ao governo federal. Na ocasião, o gestor reafirmou que fez ofertas de vacinas ao país antecipadamente, mas que foram recusadas pelo governo.
O senador Otto Alencar (PSD), integrante do colegiado, disse achar estranha a informação confirmada pelo representante da Pfizer, Carlos Murillo, de que o ex-secretário de Comunicação do governo, Fabio Wajngarten, tomou a iniciativa de negociar com a empresa. Ele se em algum momento o ex-Secom tentou tirar proveito pessoal das negociações com a Pfizer. Carlos Murilo afirmou que não, em nenhum momento. Ele disse que ligou para Wajngarten, após contato da matriz, e confirmou que ele era funcionário do governo brasileiro. A partir disso reuniram-se. O baiano também ressaltou que, considerando que se contratos poderiam ter sido assinados antes, a vacinação no Brasil poderia estar mais acelerada e muitas vidas teriam sido salvas.
Nas redes sociais, outros parlamentares também se manifestaram. A deputada federal Alice Portugal (PCdoB), comentou ressaltou que Carlos afirmou “que o governo Bolsonaro ignorou pelo menos 3 ofertas de vacinas”. “A primeira foi em 15 de agosto de 2020. Salvar vidas nunca foi o objetivo desse presidente genocida!”, criticou, nas redes sociais. “O executivo da Pfizer, Carlos Murillo, confirmou na CPI da Covid que o governo Bolsonaro ignorou a oferta de 70 milhões de doses feitas em agosto de 2020. Quantas vidas não teriam sido evitadas?”, questionou.
Daniel Almeida (PCdoB) lamentou as 18 milhões de vacinas perdidas, segundo a Pfizer. O cenário de horror em que vivemos seria diferente se houvesse um gestor decente que se preocupasse com as vidas. Bolsonaro é genocida sim, e precisa ser responsabilizado!”, destacou.
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) também ressaltou que, na CPI da Covid, o representante da Pfizer, disse “que governo ignorou contatos e que compra de 70 milhões de doses poderia ter sido feita ainda em 2020”. “Esse governo é genocida”, vociferou a parlamentar.
A ex-líder do governo Bolsonaro, deputada Joice Hasselmann (PSL), também atacou o governo. “Como pode ser tão canalha/psicopata?! Ignorou compra de vacinas (só da Pfizer 70 milhões) e só tirou o traseiro da cadeira depois que o Butantan, com apoio do Governo de SP fez a Coronavac. Deitou e rolou sobre mais de 420 mil cadáveres. Criminoso. Toma vergonha nessa cara, senhor presidente”.





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