_Presidente do TSE recebeu representantes de 86 países e apresentou mecanismos de segurança das urnas eletrônicas._
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou nesta segunda-feira (17), durante encontro com embaixadores, que o Brasil é uma referência mundial na realização de eleições e que o processo eleitoral é seguro e eficiente.
Nunes Marques recebeu representantes de 86 países na sede do TSE. A reunião faz parte da estratégia da Corte de apresentar à comunidade internacional o funcionamento da urna eletrônica e os mecanismos de segurança e fiscalização adotados nas eleições brasileiras.
“Posso afirmar que este é o maior e mais prestigiado evento internacional realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O Brasil tornou-se ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições”, afirmou Nunes Marques.
Este foi o segundo encontro do presidente do TSE com representantes diplomáticos para tratar do sistema eletrônico de votação. Em 16 de junho, Nunes Marques havia se reunido com 25 representantes para explicar o funcionamento das urnas e os mecanismos de segurança do processo eleitoral.
“A vanguarda entre as democracias representativas contemporâneas é resultado da contínua e paulatina construção de um processo eleitoral eficiente ancorada em normativos modernos e em sistemas tecnológicos capazes de garantir a transparência, a segurança e a credibilidade das eleições, visando sobretudo a plena realização da vontade das cidadãos e dos cidadãos”, afirmou.
“Patrimônio da democracia”
Na volta dos trabalhos da Justiça Eleitoral após o recesso, Nunes Marques voltou a defender as urnas eletrônicas, classificadas por ele como “patrimônio da democracia brasileira”.
O presidente do TSE também anunciou a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, com demonstrações públicas sobre o funcionamento e a segurança do sistema.
A defesa das urnas ocorre após novos questionamentos feitos pela família Bolsonaro. No mês passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, fez críticas ao sistema eletrônico de votação com acusações já desmentidas pelo TSE.
Em reunião com diplomatas, Flávio afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras teriam a mesma origem dos equipamentos da empresa Smartmatic e citou um relatório da CIA que apontaria o envolvimento da empresa em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.




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