Nos primeiros quatro meses deste ano, o Brasil teve, 64% a mais de mortes por causas naturais do que o esperado, conforme afirma o levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), divulgado nesta segunda-feira (31). Os óbitos naturais incluem doenças, como Covid-19 e infarto, por exemplo.

A pesquisa, aponta que  houve 211.847 mortes a mais do que era previsto para o período entre os dias 1º de janeiro e 17 de abril deste ano, espaço analisado neste balanço. Na análise dos dados, os pesquisadores apontam que a infecção pelo coronavírus (Covid-19) é um dos fatores responsáveis pelo excesso de mortalidade.

No total, em 109 dias, era esperado que 328.665 pessoas morressem por causas naturais, com base nos dados históricos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde de 2015 a 2019.

Veja os principais pontos do levantamento:

O excesso de mortes foi maior na faixa etária de até 59 anos: houve 84% a mais de mortes do que o esperado. Na faixa acima dos 60, foram 58% de mortes a mais.

Também foi maior entre os homens do que entre as mulheres: o excesso entre o sexo masculino foi de 68%, e entre as mulheres, de 61%.

O Sudeste foi a região com o maior excesso de mortes, com 46%, seguido do Nordeste, com 19%. O Norte teve 8% a mais de mortes do que o esperado, o Centro-Oeste, 9%, e o Sul, 18%.

Os dados foram calculados segundo as semanas epidemiológicas (que vai do domingo até o sábado seguinte). A semana epidemiológica com o maior excesso de mortes foi a 13ª: de 28 de março a 3 de abril, com excesso de mortes em relação ao período de 2015 a 2019 de 117%.

O estado com maior percentual de excesso de mortes foi o Amazonas, com 173% a mais de mortes no período do que o que era esperado. O menor percentual foi visto no Piauí, que teve 18% a mais de mortes.