Nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como
em 2021. Diferença entre nascimentos e óbitos é a menor já registrada
desde o início da série histórica.

A pandemia da Covid-19 vem causando um profundo impacto nas estatísticas
vitais da população baiana. Além das mais de 486 vítimas fatais
atingidas pela doença, o novo coronavírus vem alterando a demografia de
uma forma nunca vista desde o início da série histórica dos dados
estatísticos dos Cartórios de Registro Civil de Itabuna, em 2003: nunca
se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como neste
ano de 2021, resultando na menor diferença já vista entre nascimentos e
óbitos nos primeiros seis meses do ano.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil
(https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados
abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos
praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela
Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais
(Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas
do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios
brasileiros.

Em números absolutos os Cartórios do município de Itabuna registraram
1.122 óbitos até o final do mês de junho. O número, que já é o maior da
história em um primeiro semestre, é 4,2% menor que a média histórica de
óbitos no estado, e 15,67% maior que os ocorridos no ano passado, com a
pandemia já instalada há quatro meses na região. Já com relação a 2019,
ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de
19,87%.

Com relação aos nascimentos, Itabuna registrou o menor número de
nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica
em 2003. Até o final do mês de junho foram registrados 839 nascimentos,
número 51,9% menor que a média de nascidos no estado desde 2003, e
11,87% menor que no ano passado. Com relação à 2019, ano anterior à
chegada da pandemia, o número de nascimentos caiu 51,08% no município.

O resultado da equação entre o maior número de óbitos da série histórica
em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série no
mesmo período é o menor crescimento vegetativo da população em um
semestre na região, aproximando-se, como nunca antes, o número de
nascimentos do número de óbitos. A diferença entre nascimentos e óbitos
que sempre esteve na média de 574 nascimentos a mais, caiu para apenas
283 em 2021, uma redução de 149,3% na variação em relação à média
histórica. Em relação a 2019 foi de 136,33%.

Queda de números na Bahia

Em âmbito estadual, a Bahia registrou o menor número de nascidos vivos
em um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2003. Até o
final do mês de junho foram registrados 89.960 nascimentos, número 18,4%
menor que a média de nascidos no estado desde 2003, e 2% menor que no
ano passado. Com relação à 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o
número de nascimentos caiu 13,4% na Bahia.

O Estado também apresentou 52.834 óbitos até o final do mês de junho. O
número, que já é o maior da história em um primeiro semestre, é 39,3%
maior que a média histórica de óbitos no estado, e 22% maior que os
ocorridos no ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses na
Bahia. Já com relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o
aumento no número de mortes foi de 18,4%.

A diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve na média de
72.276 mil nascimentos a mais, caiu para apenas 37.126 mil em 2021, uma
redução de 48,6% na variação em relação à média histórica. Em relação a
2020, a queda foi de 23,4%, e em relação a 2019 foi de 37,4%.

Natalidade e Casamentos

Embora não seja a regra, a série histórica do Registro Civil demonstra
que o aumento no número de casamentos está diretamente ligado ao aumento
da taxa de natalidade em Itabuna, o que deve fazer com que os
nascimentos ainda demorem um pouco a serem retomados, já que no primeiro
semestre de 2021 o estado registrou o décimo primeiro menor número de
casamentos desde o início da série histórica.

Embora 7,1% maior que a média histórica de casamentos no primeiro
semestre em Itabuna o número de matrimônios em 2021 mostra uma pequena
recuperação em relação às celebrações do ano passado, fortemente
impactadas pela chegada da pandemia que adiou cerimônias civis em
virtude dos protocolos de higiene necessários à contenção da doença. Até
junho deste ano os Cartórios celebraram 379 casamentos civis, número
110,6% maior que os 180 matrimônios realizados no ano passado, mas ainda
19,7% menor que os 472 casamentos celebrados em 2019.

Sobre a Arpen/BA
A Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da
Bahia (Arpen/BA) conta com 166 associados, do total de 242 titulares de
Registro Civil do Estado da Bahia distribuídos por todos os municípios e
distritos baianos, responsáveis pelos principais atos da vida civil dos
cidadãos, entre eles os registros de nascimentos, casamentos e óbitos.
Associação legítima representante da categoria no âmbito estadual e
nacional.

Assessoria de Comunicação da Associação dos Registradores Civis das
Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen/BA)
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