Nos últimos dias, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) atingiu um marco histórico ao operar simultaneamente com seis navios, alcançando 100% de ocupação da área alfandegada do Porto de Salvador. Esse feito reforça a capacidade operacional da autoridade portuária, além de destacar o compromisso com a segurança e a fiscalização rigorosa em todas as etapas do processo.
Nesse período, mais de 6 mil carretas foram movimentadas, refletindo a magnitude das operações. Centenas de profissionais atuaram de forma coordenada para garantir que todas as atividades ocorressem com eficiência e segurança, levando em consideração as condições meteorológicas, marítimas e a infraestrutura do porto. Entre os navios, destaca-se uma embarcação de 366 metros, reforçando a capacidade do porto de receber grandes navios com alta capacidade de carga.
Esses números reafirmam o papel da Codeba como um hub logístico estratégico, que contribui significativamente para o desenvolvimento econômico da Bahia.
Economia Azul – Com o objetivo de discutir as potencialidades da Economia Azul no mar territorial brasileiro. Identificando o seu aproveitamento socioeconômico e ambiental, o presidente da Autoridade Portuária da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, participou da Conferência sobre Economia Azul, em Portugal
O Oeiras Bluetech Ocean Forum e no 10º International Forum on Clean Energy, foi organizado pelo Fórum Oceano, reúne 200 especialistas de todo o mundo para debater os avanços tecnológicos e vários modelos de inovação ligados à Economia Azul. O objetivo da participação da Codeba foi o de conhecer o estado-da-arte nos instrumentos de financiamento de atualização tecnológica e iniciativas de descarbonização e energia limpa relacionadas à economia do mar, como a emissão e o mercado secundário de blue bonds”, explica o diretor da CODEBA.
Também como presidente do Conselho Administrativo do Cluster Tecnológico Naval da Bahia, que foi lançado este mês, Gobbo iniciou discussões com a presidência do Fórum Oceano, entidade gestora do Cluster do Mar Português, para o desenvolvimento de ações conjuntas de desenvolvimento da Economia Azul.
Participaram do Fórum, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, representando o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa; a Secretária de Estado do Mar da República Portuguesa, Lídia Bulcão; O Presidente do Fórum Oceano,
Carlos Costa Pina; o subsecretário adjunto de Economia do Mar do Rio de Janeiro, Marcelo Felipe Alexandre; a Embaixadora do Canada, Elise Racicot; o Embaixador da China, Zhao Bentang; e o presidente do International Forum on Clean Energy (IFCE) de Macau, Ambrose So.
Importância – Em aproximadamente 8.500 km de faixa litorânea, concentram-se 80% da população, são produzidos 90% do produto interno bruto (PIB) brasileiro e estão localizados os principais destinos turísticos nacionais. No mar não existem muros ou cercas. Na “Amazônia Azul”, os limites das nossas águas são linhas sobre o mar que não existem fisicamente. O que as define de forma concreta é a presença de navios da Marinha em permanente vigilância.
Tendo em vista as diretrizes da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) e estudos geopolíticos voltados para os oceanos, a Marinha do Brasil vem consolidando o conceito político-estratégico “Amazônia Azul”, que insere em posição decisiva os espaços oceânicos sobre os destinos do povo brasileiro e na dinâmica das relações internacionais.
A Economia Azul emerge, trazendo reflexões sobre a contribuição dos oceanos à economia e a necessidade de garantir a sustentabilidade ambiental e ecológica dos espaços marítimos. Se, por um lado, essa dinâmica instrumenta o uso dos recursos vivos e não vivos em benefício do desenvolvimento, por outro, provoca crescente preocupação com a saúde dos oceanos, principalmente para assegurar que as futuras gerações também possam usufruir os preciosos recursos neles existentes. Dentre os objetivos do desenvolvimento sustentável, destacam-se a conservação e o uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos.
Novas tecnologias abrem novos horizontes:
· Inteligência artificial, sensores, robótica, novos materiais, big data, processamento de imagem e algoritmos avançados transformam a bioprospecção, uso e mapeamento do mar;
· Tecnologia atual diminui custos, aumenta a precisão e permite a exploração do mar com mais segurança; e
· Novo ciclo tecnológico empurra a pesquisa científica e empresarial para a diversificação de suas fontes e áreas de atuação.









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