A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de mandar o Senado instalar uma CPI da Covid-19 faz com que o chefe da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tenha um poder de fogo sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que antes estava mais restrito ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Segundo reportagem da Folha, auxiliares de Bolsonaro avaliam que além de ser um novo capítulo da crise entre os Poderes, a medida do Judiciário permite ao Senado ter mais poder de barganha para pressionar o governo pela concessão de cargos e verbas.

Assessores no Palácio do Planalto lembram que não há nenhum ministro senador. Até o momento, deputados têm mais facilidade na liberação de emendas parlamentares, recursos públicos usados para irrigar bases eleitorais. Com a instalação da comissão parlamentar de inquérito, prevista para esta terça-feira (13), a relação tende a ficar mais equilibrada.