A investigada é suspeita dos crimes de tortura, peculato, estelionato e lavagem de capitais. Segundo as apurações, ela teria praticado agressões físicas e psicológicas contra mulheres acolhidas na instituição, incluindo uma adolescente de 17 anos.
De acordo com a polícia, há registros em vídeo que mostram episódios de violência. Em uma das gravações, a suspeita aparece agredindo a adolescente por mais de sete minutos, com puxões de cabelo, arrastamento, imobilização, tapas e uso de corrente nos pulsos da vítima.
As investigações também identificaram indícios de irregularidades financeiras, com possível desvio de recursos públicos e movimentações suspeitas. Outro ponto apurado é a instalação de câmeras de monitoramento em ambientes privados da instituição, o que pode configurar violação à intimidade das acolhidas.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram recolhidos celulares, computadores, documentos e um veículo, que serão periciados para aprofundamento das investigações.
A Justiça determinou o afastamento da diretoria da entidade, a nomeação de um interventor para a gestão provisória e o acesso aos dados dos dispositivos apreendidos. As possíveis vítimas serão encaminhadas à rede de proteção social para acompanhamento especializado.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Jequié), com apoio de unidades da Polícia Civil da Bahia na região sudoeste do estado.






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