A melhoria dos indicadores de confiança deve sustentar “sinais mais notáveis” de retomada da atividade econômica no segundo semestre, de acordo com o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) do Bradesco. Em relatório distribuído nesta quinta-feira (30), a instituição cita a melhora da confiança no setor de Serviços e no Comércio, especificamente, dois indicadores divulgados também nesta quinta pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Além de revelarem melhores expectativas dos entrevistados em junho, na comparação com maio, os dois estudos mostraram uma particularidade. A diferença recorde entre a situação atual e as expectativas futuras, o que mostra que se por um lado o momento ainda é cercado de incertezas, por outro há maior otimismo em relação à melhoria da economia.

A confiança do setor de Serviços subiu 1,9 ponto entre maio e junho e atingiu 72,4 pontos, no maior patamar desde junho do ano passado. Já a confiança do comércio cresceu 2,8 pontos em igual base comparativa, para 73,7 pontos, maior nível desde maio de 2015. Em ambos os casos, o indicador foi impulsionado, sobretudo, pela melhoria das perspectivas futuras. No caso da confiança no comércio, o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 3,3 pontos, aos 83,6 pontos. Já o Índice da Situação Atual (ISA-COM) avançou 2,4 pontos, para 64,9 pontos. “A alta dos dois indicadores é uma boa notícia, mas a evolução novamente mais expressiva do IE-COM levou à distância recorde de 18,7 pontos entre os dois indicadores”, destacou a FGV em nota.

No caso da confiança do setor de Serviços, o Índice de Expectativas (IE-S) subiu 3,0 pontos e o Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 1,0 ponto. Os indicadores atingiram, dessa forma, 78 pontos e 67,5 pontos, respectivamente, o que configurou uma diferença recorde de 10,5 pontos. “Ao final do primeiro semestre, ampliam-se os sinais de melhora na curva de confiança do setor de Serviços, ainda que o patamar médio dos indicadores continue muito baixo em termos históricos”, ressaltou a FGV.