Ao tratar sobre o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP)  orientou um intermediador a enviar o máximo de recursos possíveis para custear a produção do filme. As informações divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo The Intercept Brasil.

O intermediador, Thiago Miranda, que é fundador e sócio do Portal Leo Dias, enviou para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, uma mensagem escrita pelo ex-deputado. O banqueiro está preso em Brasília no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias.

Enviada em 21 de março de 2025, a mensagem de Eduardo orienta que o ideal seria “enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual”, para evitar o envio de várias remessas de dinheiro, o que, segundo ele, adiaria a produção da cinebiografia em seis meses. Nas mensagens, Eduardo também indicou que o corretor de imóveis Altieris Santana — um dos controladores do fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas — estaria disponível para reuniões presenciais relacionadas à operação financeira do filme.

O que a Polícia Federal (PF) investiga é se os repasses de Vorcaro que chegaram ao Havengate foram utilizados para custear despesas de Eduardo nos EUA. Após a publicação do Intercept, o ex-parlamentar disse que não recebe dinheiro público e, ao falar da sua residência — em uma mansão avaliada em cerca de R$ 6 milhões e alugada por aproximadamente R$ 30 mil mensais — ele afirmou que mora de aluguel e que o valor da locação “pode ser o que eu quiser”.

 

agência Brasil.