O advogado criminalista, professor e especialista em Segurança Pública José Mário Soares, conhecido como Marinho Soares, afirmou que a Bahia tem apresentado avanços no combate à criminalidade, apesar de ainda figurar entre os estados com maiores índices de violência do país, segundo o Atlas da Violência 2026.
Em entrevista ao jornal A TARDE, o especialista atribuiu parte dos números à atuação de mais de dez facções criminosas no estado e à migração de integrantes de grupos do Rio de Janeiro para o território baiano. Segundo ele, as disputas entre organizações criminosas contribuem diretamente para o aumento dos homicídios.
Apesar do cenário, Marinho Soares defendeu que os indicadores recentes apontam para uma melhora gradual. Ele destacou a redução dos homicídios nos últimos anos, o aumento das apreensões de armas e o fortalecimento das investigações policiais.
“O trabalho de combate à criminalidade que vem sendo feito na Bahia está eficiente e no caminho certo, e os números comprovam isto”, afirmou.
O especialista também rebateu críticas de setores da oposição ao governo estadual sobre a atuação das forças de segurança. Para ele, a polícia atua em todas as regiões do estado e o enfrentamento ao crime organizado tem levado lideranças criminosas a deixar a Bahia.
“São críticas rasas, eleitoreiras e vazias. O governo da Bahia está fazendo o trabalho que tem que ser feito e mostrando resultados que tendem a melhorar ainda mais no médio e longo prazo”, declarou.
Ao comentar medidas que considera importantes para ampliar a segurança pública, Marinho defendeu a continuidade de políticas sociais voltadas para educação, cidadania e qualificação profissional em áreas vulneráveis, além do fortalecimento dos investimentos em inteligência policial e tecnologia.
Entre as ações citadas por ele estão o uso de sistemas de reconhecimento facial, ampliação das apreensões de armas, bloqueio de recursos financeiros de organizações criminosas e a adoção de câmeras corporais por policiais.
O professor também sugeriu uma maior aproximação entre o poder público e as universidades para o desenvolvimento de estudos na área de segurança pública e a criação de um fundo destinado ao atendimento de vítimas da violência e familiares afetados por confrontos armados.
Ao comentar o debate nacional sobre o combate ao crime organizado, Marinho avaliou que propostas como a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas teriam impacto limitado na segurança pública. Segundo ele, o enfrentamento à criminalidade exige investimentos contínuos em inteligência, investigação e políticas públicas de prevenção.
TODABAHIA









Sem Comentários!
Não há comentários, mas você pode ser o primeiro a comentar.