Passados quase 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil, o panorama pouco mudou em municípios País afora onde o poder vem sendo mantido nas mãos da mesma família, geração a geração, por décadas ou até séculos — um domínio que, diante da pujança de cada clã na política local, pode se estender nas eleições de outubro.

O jornal O Globo destaca o caso de Tauá, no Ceará, onde cinco gerações dos Gomes de Aguiar vêm se revezando na prefeitura. Ou de Maringá, no Paraná, onde Silvio Barros II (PP) tentará voltar ao posto que já foi do pai, do irmão e dele próprio no passado — conheça essas e outras histórias nesta reportagem.

Para especialistas, as cidades hereditárias 2.0 são, justamente, um reflexo da formação colonialista do Brasil. Um fenômeno que a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz chama de “familismo”, originado nas elites rurais e, mais tarde, transpassado às urbanas.

O País foi criado a partir dessa equação que prevê pouca gente no mando e muita gente obedecendo e trabalhando. É o fenômeno dos senhores de engenho e dos grandes proprietários de terra, ainda no contexto da escravidão e dos coronéis da Primeira República. Clique aqui para ler a matéria completa do jornal O Globo.