O governo dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (27) que o Departamento de Estado emitirá vistos para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus familiares, autorizando a entrada deles no país. O anúncio ocorreu após o advogado mexicano Simón Levy, aliado do presidente Donald Trump, afirmar que o governo americano havia autorizado a concessão de asilo político ao parlamentar. A manifestação oficial, porém, confirma apenas a emissão dos vistos e não significa que o senador tenha recebido asilo político.
A viagem de Flávio ocorre em meio à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) em até 24 horas e não deixasse o Brasil. Como o prazo terminou sem a apresentação dos documentos, a PF cancelou os passaportes nos sistemas de controle. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o senador embarcou em um voo com destino à Flórida. A saída do país também provocou uma reunião de emergência do Partido Liberal (PL), já que parte dos integrantes da legenda não tinha conhecimento da decisão.
Em publicações nas redes sociais, Levy afirmou que Flávio deveria liderar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos e alegou que uma operação estaria em andamento para protegê-lo. O senador é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, mas nega irregularidades. A viagem ocorre dois dias após Flávio ser derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial, por uma diferença superior a 4,4 milhões de votos.









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