O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de seis pedidos de investigações criminais enviados para a primeira instância, feitos com base na mega delação premiada do Grupo Odebrecht – que inclui 78 delatores -, na primeira Lista de Fachin, tornada pública na última terça-feira (11) pelo Estadão.
São relatos de supostos crimes feitos pelos delatores da Odebrecht nas obras do sítio de Atibaia (SP), que seria patrimônio oculto do ex-presidente, em tratativas para aprovação de uma medida provisória que excluiria o Ministério Público Federal de acordo de leniência (espécie de delação para empresas), acerto de uma mesa para seu irmão Frei Chico, em negócios em Angola, entre outros.
As revelações dos delatores que envolvem Lula e outros alvos sem direito a foro especial, por prerrogativa de cargo, foram encaminhadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, para a Justiça em primeira instância.
Os delatores da Odebrecht relataram à Procuradoria-Geral da República que a empreiteira teria custeado despesas do ex-presidente Lula, como as reformas do sítio de Atibaia, interior de São Paulo, na aquisição de imóveis para o uso pessoal e instalação do Instituto Lula, além do pagamento por palestras do petista.
Filho – Um dos casos enviados para Curitiba é o que relata que o ex-presidente “Lula teria se comprometido a melhorar a relação entre o Grupo Odebrecht e a então presidente da República Dilma Rousseff. Em contrapartida, receberia o apoio da Odebrecht na atividade empresarial desenvolvida por seu filho Luís Cláudio Lula da Silva”, informou Fachin na petição 6842/DF.






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