Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27) revela que, para a maioria dos brasileiros, houve um “toma lá, da cá” na relação entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e empresas envolvidas na Operação Lava Jato. O petista teria ganho favores pessoais e as empresas, ajuda em governos do PT.
Segundo o levantamento, a maior parte dos entrevistados avalia que o ex-presidente foi beneficiado diretamente por obras realizadas em dois imóveis supostamente ligados ao petista e a sua família.
Entre os que acreditam que Lula obteve vantagens por reformas em um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, e em um apartamento triplex em Guarujá, no litoral paulista, a maioria também acha que as empresas supostamente responsáveis pelas obras foram beneficiadas por governos do PT.
De acordo com o Datafolha, independente do grau de conhecimento sobre o assunto, 62% avaliam que Lula foi beneficiado pelas obras no tríplex, a cargo da empreiteira OAS. Entre eles, 58% acham que a construtora recebeu vantagens do PT.
Até simpatizantes – No caso do sítio em Atibaia, 58% acreditam que o presidente tenha sido beneficiado pelas obras na propriedade, sendo que, para 55%, os responsáveis pelas reformas também receberam vantagens de governos do PT.
Mesmo entre os simpatizantes do PT, cerca de um terço dos entrevistados acredita que Lula foi beneficiado tanto no caso do sítio quanto no do tríplex. Segundo o Datafolha, 69% dos brasileiros tomaram conhecimento das denúncias envolvendo a reforma do sítio. No caso do tríplex, 77% estão informados.
Nos dois casos, quanto mais escolarizado e rico, maior o percentual de entrevistados que consideram ter havido o “toma lá, dá cá” entre as empreiteiras, Lula e governos petistas. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram feitas 2.768 entrevistas em 171 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Lula, porém, segue sendo o mais citado espontaneamente na consulta sobre o melhor presidente que o Brasil já teve, embora seu percentual tenha oscilado negativamente entre novembro de 2015 (39%) e hoje (37%). O segundo mais mencionado pelos brasileiros foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB), indicado por 15% (em novembro, ele tinha 16%).





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