Nos últimos dois anos, os pedidos de refúgio de venezuelanos cresceram quase 7.000% no estado de Roraima – cerca de 66 vezes. Apenas nos oito primeiros meses de 2016, mais de 600 venezuelanos tinham pedido para ficar em Roraima, na condição de refugiados. Em 2014, foram só nove e, em 2015, pouco mais de 230.
O aumento do número de venezuelanos em Roraima é um recorde histórico e pode ser considerado o maior fluxo migratório internacional já registrado no estado desde a sua criação, em 1988, segundo João Carlos Jarochinski, professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e especialista em questões fronteiriças.
Os dados são do Conselho Nacional de Refugiados (Conare), que, nos últimos três anos, recebeu ao todo 2.238 pedidos de refúgio de venezuelanos (37% deles foram feitos em Roraima). Esse tipo de visto se aplica a quem sofre perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas no país de origem. O documento também é concedido a quem vem de países onde há violação de direitos humanos.
Muitos dos venezuelanos chegam ao Brasil fugindo da grave crise política e econômica que atinge a Venezuela, onde a escassez de produtos básicos e de energia foi agravada com a queda do preço do petróleo. Eles pedem o visto de refúgio porque, mesmo tendo apenas a solicitação em mãos, já podem trabalhar legalmente no país.






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