Na noite desta quinta-feira (19), pela 8ª rodada, a equipe do empresário Weliton Nascimento voltou a mostrar as mesmas deficiências: falta de objetividade, pouca criatividade ofensiva e nenhuma reação diante da necessidade urgente de vitória. Diante da Juazeirense, o time de Ilhéus até teve posse em alguns momentos, mas não conseguiu transformar isso em chances claras de gol.

Precisando desesperadamente de um triunfo para manter viva a possibilidade de classificação à segunda fase, o Barcelona deixou escapar dois pontos preciosos. Em um jogo tecnicamente fraco e com poucas emoções, o empate sem gols (0 x 0) acabou sendo frustrante.

Com o resultado, o time soma apenas 9 pontos (foi de 8 para 9) e permanece no penúltimo lugar, dentro da incômoda zona de rebaixamento. A situação agora exige mais do que ajustes táticos: é necessário mudança de postura, atitude e poder de decisão se quiser evitar um desfecho ainda mais amargo na competição.

O Barcelona joga próximo domingo, 22, diante do ADJ, 16 horas, no Estádio Waldomiro Borges, em Jequié.

“A temporada do Barcelona de Ilhéus realmente passa a sensação de falta de rumo”.

O time parece não ter identidade definida: contratou jogadores que não encaixaram, não montou um elenco equilibrado e, dentro de campo, demonstra pouca organização. A equipe sofre para criar, não tem intensidade e quase nunca consegue impor seu ritmo.

Sobre o técnico Salles, a principal crítica é o excesso de cautela. O time joga muito para trás, prioriza a posse sem profundidade e raramente agride o adversário. Falta ousadia, principalmente quando a situação na tabela exige vitória.

Outro ponto evidente é a ausência de uma referência no ataque. O Barcelona não tem aquele camisa 9 que segure a zaga, faça pivô, finalize com presença na área e decida jogos apertados. Sem esse jogador, as jogadas morrem antes de virar perigo real.

Triste futebol de Ilhéus!