O presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, escolheu acompanhar o segundo turno em Belém, a sua cidade natal. Mas o motivo é outro: o candidato do partido, Edmilson Rodrigues, tem mais chances de vitória aqui do que no Rio com Marcelo Freixo, segundo pesquisas.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo na sexta-feira (28), Araújo disse que o PSOL começou a ocupar o vácuo deixado pelo PT, seu antigo partido, mas que não conseguirá reconstruir a esquerda sozinho.
Professor de pedagogia da UnB (Universidade de Brasília), Araújo, 53, deixou o PT junto com seu grupo político em 2005, ano em que estourou o escândalo do mensalão
“Essa talvez tenha sido a eleição mais difícil para a esquerda. Apesar de a gente ter saído do PT há 11 anos, o desastre que a eleição foi pro PT atingiu toda a esquerda. Radicalizou-se um eleitorado mais conservador, principalmente as camadas médias nas cidades. Por um lado, [há] um ceticismo com a política, o que nos prejudica, porque a politização nos ajuda como candidatura de esquerda. E, por outro lado, o crescimento de partidos com candidaturas mais conservadoras stricto sensu. Os Bolsonaros da vida. Mas nós crescemos também. Foi um bom resultado no meio de um péssimo resultado. A eleição foi uma vitória da direita, mas, olhando pelo lado da esquerda, o PT perdeu protagonismo no País inteiro, e o PSOL começou a ocupar esse espaço, guardadas as suas proporções”, analisou.






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