O futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, não vê viabilidade operacional para que o país tenha novas eleições gerais em outubro deste ano nem em 2017, como defendem alguns aliados da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Se essa ideia for adiante, certamente vai suscitar questionamentos. Para que ocorra, seria necessário alterar a Constituição. E ainda que se consiga, a questão prática é complicadíssima. Realizar eleições requer um gigantesco trabalho e planejamento”, justificou Mendes.

Um grupo de senadores independentes apresentou na semana passada uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para que haja um novo pleito presidencial simultâneo às disputas eleitorais municipais, que ocorrerão em outubro.

A proposta é defendida por integrantes da base aliada do governo. Outros discutem a possibilidade de se fazer um referendo e, se a ideia for aprovada pela população, marcar eleições no ano que vem.