O senador Jaques Wagner (PT) lamentou ontem a provável saída do deputado federal Marcelo Nilo (PSB) da base petista. “Pelo que ele declarou (ele vai sair), não é que eu acredito. Ele é que declarou que é um cristal quebrado e não tem condição de ficar com a gente. Então, na minha opinião, a última palavra foi a dele. Eu só tenho que lamentar, mas acolher a decisão”, afirmou o senador.
Se sentindo “abandonado” pelo grupo petista, Nilo tem se articulado para se filiar a um partido base do ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (DEM/União Brasil) e ser candidato ao Senado nas eleições deste ano. Pessoas próximas a Nilo disseram que o parlamentar socialista só vai migrar para o grupo de ACM Neto se for para ser postulante a senador. Do contrário, pretende permanecer na ala petista. No entanto, a chance de migrar para a base “netista” hoje é considerada de 90%.
Para ser candidato de ACM Neto ao Senado, Nilo tem conversado com o MDB, PSDB, Republicanos e Solidariedade. No entanto, ele tem encontrado dificuldades nos partidos. Isso porque os integrantes das siglas resistem a filiar Nilo e ele já “chegar e sentar na janela do ônibus”, segundo aliados do deputado. O PSDB, por exemplo, tem reivindicado uma vaga na chapa de Neto para o prefeito de Mata de São João, João Gualberto, que quer ser candidato a vice-governador.
A expectativa é que o parlamentar socialista decida seu futuro político nos próximos 15 dias. Se mudar de lado político, o seu genro, o deputado estadual Marcelinho Veiga (PSB), também deve migrar para a base de ACM Neto. Veiga desejaria ficar no governo, mas a tendência é que troque de grupo político por apoio ao sogro.
Sem prazo
Depois de prometer anunciar sua chapa ao governo da Bahia até o final de janeiro e não cumprir, Wagner disse que não divulgará um novo prazo. ”Essa era a minha pretensão (anunciar em janeiro). Mas a política é assim mesmo, nem sempre se consegue fazer no tempo que a gente quer. Eu prefiro até não marcar data”, pontuou.










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