Enquanto as companhias aéreas brasileiras dispensam seus pilotos, as empresas estrangeiras vêm até o Brasil recrutar novos aviadores. Estimativa do Sindicato Nacional dos Aeronautas aponta que 1,2 mil brasileiros voam no exterior, um número que tende a crescer com a crise brasileira.

Na semana passada, o piloto Celso Ferronato se mudou com a esposa para Dubai e engrossou a lista de expatriados. Ferronato será comandante da companhia aérea Flydubai e vai pilotar o mesmo avião que voava na Gol, onde trabalhou de 2005 a 2014. Há dois anos, saiu da linha aérea para pilotar um jato executivo de uma empresa particular.

A alternativa que lhe sobrou foi procurar emprego no exterior. Por sorte, a aviação global vive um dos melhores momentos da história e há muitas vagas abertas. Com a desvalorização do real, os salários em dólar também ficaram mais atrativos. Os maiores salários são oferecidos pelas empresas aéreas chinesas, que chegam a pagar US$ 27 mil por mês para um comandante.

No Brasil, um comandante experiente de rotas internacionais, no topo da carreira, ganha R$ 35 mil. No Oriente Médio, os benefícios são atrativos: os pilotos têm direito a casa, carro, plano de saúde e escola para os filhos até os 21 anos.