O Dia Mundial da Visão, comemorado anualmente na segunda quinta-feira de outubro, é um evento global cujo objetivo é chamar a atenção para a cegueira e a deficiência visual. Segundo alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados 2,4 milhões de novos casos de glaucoma anualmente, o que totaliza 60 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Glaucoma, a doença atinge 2% dos brasileiros acima dos 40 anos, resultando em cerca de um milhão de pessoas.
O acesso ao atendimento médico oftalmológico é decisivo para alterar as condições de saúde ocular do povo brasileiro. Por isso, nesta data, em todo o planeta, médicos, pacientes, autoridades e comunidades fazem ações que buscam resolver esta questão. Outro grave problema é a falta de informação.
De acordo com o médico oftalmologista e especialista em glaucoma, Sandro da Silva Gramacho, esta, é uma doença ocular caracterizada por alteração do nervo óptico que leva a um dano irreversível das fibras nervosas e, consequentemente, perda de campo visual. Essa lesão pode ser causada por um aumento da pressão ocular ou uma alteração do fluxo sanguíneo na cabeça do nervo óptico.
Ele explica que a doença é considerado como a principal causa de cegueira irreversível no mundo, e isso ocorre por ser um quadro que não apresenta sintomas em grande parte dos casos. “O glaucoma pode estar presente e a pessoa não percebe causando uma piora do quadro e progressivamente uma lesão irreversível do nervo que, por sua vez, afeta o campo de visão”, disse o especialista.
ALERTA
O médico alerta, ainda, para alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de glaucoma que pode levar a cegueira, se não tratados. “Pressão intraocular elevada; Idade acima dos 60 anos ou acima dos 40 anos, para o caso de glaucoma agudo; Afro americanos são mais propensos a desenvolver glaucoma do que pessoas caucasianas, principalmente os acima dos 40 anos de idade; Histórico familiar de glaucoma pode elevar as chances de um indivíduo desenvolver a doença também; Doenças no olho, como alguns tumores, descolamento de retina e inflamações, aumentam o risco de glaucoma; Fazer uso por muito tempo de medicamentos à base de corticosteroides, são alguns fatores”, frisa Sandro.
O especialista lembra que a expectativa de tratamento e recuperação para glaucoma varia de acordo com o tipo da doença e das medidas tomadas por paciente e médico durante todo o período de tratamento. “Com bons cuidados, a maioria dos pacientes do glaucoma de ângulo aberto pode controlar a doença e não perder a visão, mas a doença não pode ser curada. É importante ter sempre acompanhamento médico nesses casos”.
Sandro Gramacho ressalta que o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais. Se a cirurgia for realizada cedo, muitos pacientes não sofrerão problemas futuros. “Se houver suspeita de glaucoma, não espere por sinais visíveis de problemas nos olhos. Glaucoma de ângulo aberto dá poucos sinais em seu estágio inicial e, quando a pessoa finalmente resolver procurar um médico, a doença já poderá ter causado danos permanentes ao olho”, explica o médico.






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