A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), principal da Câmara dos Deputados, foi destinada ao PL, maior partido da oposição. O site Congresso em Foco informa que o colegiado era a principal preocupação do governo diante do risco da coordenação cair nas mãos de Caroline de Toni (PL-SC), a deputada mais oposicionista do Congresso Nacional.
O PT presidiu a CCJ em 2023 após um acordo com o PL, que ficaria com a cadeira em 2024. O nome da deputada cotada para a função, porém, levantou preocupação no governo, que passou o último mês tentando articular a substituição da sigla rival pelo União Brasil, terceiro maior partido da Câmara, previsto no acordo para suceder o PL em 2025. O esforço, porém, não trouxe resultados.
O Congresso em Foco observa que outra derrota para o PT foi na Comissão de Educação, que também será comandada pelo PL. O partido de Jair Bolsonaro ainda contará com as presidências das comissões de Esporte; Previdência e outro colegiado estratégico, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Por outro lado, o partido do presidente Lula presidirá a Comissão de Fiscalização e Controle e conseguiu garantir para si as comissões de Saúde, Cultura e Direitos Humanos.
A Comissão de Segurança Pública, pleiteada tanto pela oposição quanto pelo governo, não ficou para nenhum dos dois. O União Brasil reivindicou oficialmente a sua presidência esperando utilizá-la como moeda de troca com o PT pela Comissão de Educação, o que não funcionou.
Segundo a publicação, a escolha oficial dos presidentes das comissões e suas respectivas mesas diretoras está convocada para a tarde desta quarta. O processo ocorre por sistema de eleição, em que os membros do colegiado escolhem entre os candidatos apresentados pelos partidos para quem cada comissão foi destinada.












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