O deputado baiano Antônio Imbassahy (PSDB) é citado em um bilhete encontrado pela Polícia Federal em posse de um ex-diretor da Camargo Corrêa – empresa investigada na Operação Lava Jato. De acordo com o site Jota, o bilhete indica participação em um cartel para construção do Metrô de Salvador, enquanto Imbassahy era prefeito da capital baiana.
Apesar disto, o tucano não é investigado pela citação. Ex-diretor da empreiteira, Saulo Thadeu Vasconcelos Catão escreveu: “Rosa/Roberto 1.Gestionar junto ao Baiardi10 para contactar o Pref/SSA para consolidar a desclassificação”. A mensagem aparece em denúncia oferecida pela Procuradoria da República na Bahia contra sete representantes de empreiteiras sob acusação de formação e participação no cartel.
Os procuradores citam a referência a Imbassahy como exemplo de que o grupo de construtoras que atuou para fraudar a licitação recorreu a expedientes espúrios para garantir a desclassificação do consórcio TransBahia, que era a proposta mais barata. “No relato da reunião, lê-se a seguinte observação do punho de SAULO: “3. Ficar atento aos movimentos políticos locais, evitando surpresas contrárias”. No mesmo documento, há também referências ao então prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy.
Delação – Segundo a publicação, a Camargo Corrêa negocia com a Procuradoria Geral da República (PGR) uma nova leva de delações, que deve envolver não só o esquema de corrupção da Petrobras, mas ainda a Operação Castelo de Areia. A ideia dos investigadores seria esclarecer o alcance da corrupção na obra do metrô de Salvador e se ela chegou ao comando político da prefeitura. O deputado ainda não se manifestou sobre o assunto.










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